quinta-feira, 25 de abril de 2013

Erudhir e os cinco reinos

Livro do Gabriel Moura 8º ano






Capitulo 1 – O início de uma grande jornada

        Há muito tempo atrás, em um lugar distante chamado Quenya, onde criaturas horríveis e anjos viviam em guerras sangrentas, havia cinco Reinos, cada reino tinha seu líder, suas características e seus habitantes.

 Caelun – A terra dominada por anjos, apenas espíritos bons podiam entrar naquela área. Era formado por planícies e montanhas, chamado pelos humanos de “Paraíso” era um lugar calmo, o canto das criaturas celestiais era alto naquele lugar, a rainha daquele reino era Eruhui.
Tenebris – Formada por almas que não encontraram a paz eterna no Reino de Caelun, um lugar horrível com pântanos imensos e sujos, lugar que os humanos eram enviados quando morriam. A governadora de lá era a impetuosa Gloriel.
Dryadalis – Um lugar onde apenas meio-elfos e elfos poderiam morar, formados por florestas densas porem iluminadas em meio a uma colina. Considerado o melhor Reino para se viver, um lugar seguro longe das guerras entre os Reinos de Caelun e Tenebris. Um lugar governado por Aglargon.
Glacies – O Reino do gelo, o menos habitado de todos, era um lugar perigoso. Humanos, Orcs, Centauros e outras raças viviam por ali, porem poucos deles. Os povos mais isolados costumavam viver por ali. Governado por Nostariel, a poderosa Bruxa gélida.
Ignis – Um lugar cheio de Orcs, perigosas criaturas que viviam amontoadas por ali. Um lugar tão desagradável quanto o Reino de Tenebris, parecia um formigueiro de tantas criaturas, aventureiros ou soldados evitavam passar por ali por causa dessas criaturas perigosas, a maioria delas eram saqueadores ou assassinos. Governado por Tauron

          Erudhir, um jovem meio-elfo que vivia ao leste de Dryadalis que tinha dezessete anos de idade preparou-se a vida inteira para sair em uma jornada para Glacies, O Reino do Gelo em busca do Santuário da deusa Dirwen. Dizia a lenda que havia um baú dentro desse Templo perdido, dentro do baú haveria uma poção que daria vida eterna a quem bebesse. O jovem aventureiro partiu em busca do tesouro, armado com um arco e uma aljava que continha quinze flechas, ele vestia uma roupa marrom e verde-escuro. Carregava consigo uma mochila pesada com uma comida élfica chamda Lemba, que era um tipo de biscoito. Erudhir tinha cabelo loiro e olhos verdes e era apaixonado por Eruwen, uma bela elfa que morava próximo a sua casa, era muito amigo dela. Ela tinha orelhas pontudas, olhos azuis e cabelo castanho liso, geralmente vestia uma roupa branca, a cor preferida dela. O jovem aventureiro pensava nela durante toda viagem, coincidentemente encontrou-a no meio do caminho e falou com ela:
          — Ola, o que esta fazendo a essa distancia de casa? Perguntou o garoto, ele estava confuso, pois já estava a quilômetros de distancia de casa.
          —É algo de ruim? Pode dizer. — Disse o garoto com uma voz uma voz melancólica, tentando descobrir o porquê de ela estar longe de casa. A garota parecia séria, com o rosto para baixo e parecia estar triste, ele viu uma lagrima cair na terra. Finalmente a elfa levantou o rosto avermelhado de tanto chorar, com uma voz triste e lenta ela disse:
          —Meus pais morreram.
          —Como?
          — Orcs do reino de Ignis, eles tentaram saquear minha casa. Mataram meu pai e minha mãe que estavam sentados jantando.
          — Aonde você vai ficar a partir de agora?
          — Não faço idéia, em falar nisso, para onde você vai?
          — Estou indo para Glacies, em busca do santuário perdido de Dirwen. Você poderia vir comigo já que não tem lugar para ficar.
          — Não sei se isso poderá te atrasar. Se eu for vou precisar arrumar minhas coisas e talvez leve um tempo.
          — Claro. Leve o tempo que precisar.
          A jovem olhou para os olhos dele e deu um leve sorriso, ele correspondeu. Por um momento ela parecia ter se esquecido da morte dos pais, Erudhir ficou um pouco feliz na hora. Os guardas da cidade mais próxima já haviam retirado os corpos há três horas, mas, quando ela voltou para a casa ela se lembrou da morte dos pais e começou a chorar novamente. Isso acontecia toda hora, afinal, ela era jovem e tinha apenas 16 anos e perder os pais não é fácil para ninguém, ainda assassinado por um bando de Orcs infelizes. Em geral, os Orcs eram as criaturas mais odiadas de toda província de Quenya porque eram sujos, barulhentos, agressivos e totalmente desagradáveis. Afinal  quem gostaria de criaturas assim?

          Eles resolveram partir logo de manhã, já tinham arrumado todas as coisas de noite, Eruwen dormiu na casa do garoto, ele morava sozinho. Seus pais haviam morrido há três anos, ele já esta acostumado a não ter companhia de ninguém alem do arco e a aljava com flechas que andavam sempre com ele quando ia caçar. Já eram sete horas da manhã quando eles levantaram para partir em direção ao reino de Ignis que fazia fronteira com Dryadalis, o plano era tentar passar em silencio e não chamar atenção dos Orcs. Os dois estavam com mochilas carregadas de comida, roupas e cada um tinham seu próprio cobertor, o jovem aventureiro carregava seu arco (como de costume) e uma adaga, a garota não sabia lutar, porem Erudhir prometeu ensiná-la a lutar. Ela tinha uma noção básica do assunto, seu pai era ferreiro, mas ele não gostava que ela se envolvesse com essas coisas. Finalmente saíram em sua jornada para Glacies, levando em consideração que lá fazia frio, eles levaram cobertores e roupas quentes.
          No começo do caminho acharam um coelho, o garoto que já tinha pratica em caçar abateu-o facilmente com uma flecha certeira matando o pequeno animal na hora. Subiram uma colina e acharam uma garota lá, ela estava vestida de preto, de costas para eles e parecia estar chorando. O jovem tocou no ombro da garota que acabaram de encontrar e perguntou com voz baixa:
          — Você esta bem? — Era uma elfa, tinha por volta de treze anos de idade e estava com uma varinha na mão, tinha marcas de arranhões e um rosto belo. Ela olhou por cima do ombro e respondeu com uma voz séria:
          —Por que quer saber? — Ela apontou a varinha feita de um tipo de madeira escuro diretamente para o rosto do garoto. Ele estava com um pouco de medo, ele pensava que ela era algum tipo de bruxa ou druida daquela região.
          — O que foi esse arranhão? — Disse ele com uma voz lenta e tomando cuidado com as palavras porque a garota parecia estar muito agressiva. A garota permaneceu calada por alguns segundos ainda apontando a varinha na cabeça dele, Eruwen pegou a garota e apontou a adaga para o pescoço dela.
          — Abaixe a varinha e tudo ficará bem. — A garota abaixou e soltou a sua arma lentamente. Era possível ver uma marca no braço da garota que parecia o símbolo da magia negra. Talvez fosse uma bruxa, ninguém tinha certeza, mas o que quer que fosse ela poderia ser perigosa. 

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