Livro do Gabriel Moura 8º ano
Capitulo 1 –
O início de uma grande jornada
Há
muito tempo atrás, em um lugar distante chamado Quenya, onde criaturas
horríveis e anjos viviam em guerras sangrentas, havia cinco Reinos, cada reino
tinha seu líder, suas características e seus habitantes.
Caelun – A terra dominada por anjos, apenas
espíritos bons podiam entrar naquela área. Era formado por planícies e
montanhas, chamado pelos humanos de “Paraíso” era um lugar calmo, o canto das
criaturas celestiais era alto naquele lugar, a rainha daquele reino era Eruhui.
Tenebris – Formada por almas que não
encontraram a paz eterna no Reino de Caelun, um lugar horrível com pântanos
imensos e sujos, lugar que os humanos eram enviados quando morriam. A
governadora de lá era a impetuosa Gloriel.
Dryadalis
– Um lugar onde apenas meio-elfos e elfos poderiam morar, formados por
florestas densas porem iluminadas em meio a uma colina. Considerado o melhor
Reino para se viver, um lugar seguro longe das guerras entre os Reinos de
Caelun e Tenebris. Um lugar governado por Aglargon.
Glacies
– O Reino do gelo, o menos habitado de todos, era um lugar perigoso. Humanos,
Orcs, Centauros e outras raças viviam por ali, porem poucos deles. Os povos
mais isolados costumavam viver por ali. Governado por Nostariel, a poderosa
Bruxa gélida.
Ignis
– Um lugar cheio de Orcs, perigosas criaturas que viviam amontoadas por ali. Um
lugar tão desagradável quanto o Reino de Tenebris, parecia um formigueiro de
tantas criaturas, aventureiros ou soldados evitavam passar por ali por causa dessas
criaturas perigosas, a maioria delas eram saqueadores ou assassinos. Governado
por Tauron
Erudhir, um jovem meio-elfo que vivia
ao leste de Dryadalis que tinha dezessete anos de idade preparou-se a vida
inteira para sair em uma jornada para Glacies, O Reino do Gelo em busca do Santuário
da deusa Dirwen. Dizia a lenda que havia um baú dentro desse Templo perdido,
dentro do baú haveria uma poção que daria vida eterna a quem bebesse. O jovem
aventureiro partiu em busca do tesouro, armado com um arco e uma aljava que
continha quinze flechas, ele vestia uma roupa marrom e verde-escuro. Carregava
consigo uma mochila pesada com uma comida élfica chamda Lemba, que era um tipo
de biscoito. Erudhir tinha cabelo loiro e olhos verdes e era apaixonado por
Eruwen, uma bela elfa que morava próximo a sua casa, era muito amigo dela. Ela
tinha orelhas pontudas, olhos azuis e cabelo castanho liso, geralmente vestia
uma roupa branca, a cor preferida dela. O jovem aventureiro pensava nela
durante toda viagem, coincidentemente encontrou-a no meio do caminho e falou
com ela:
— Ola, o que esta fazendo a essa
distancia de casa? — Perguntou o garoto, ele estava confuso, pois
já estava a quilômetros de distancia de casa.
—É algo de ruim? Pode dizer. — Disse o
garoto com uma voz uma voz melancólica, tentando descobrir o porquê de ela
estar longe de casa. A garota parecia séria, com o rosto para baixo e parecia
estar triste, ele viu uma lagrima cair na terra. Finalmente a elfa levantou o
rosto avermelhado de tanto chorar, com uma voz triste e lenta ela disse:
—Meus pais morreram.
—Como?
— Orcs do reino de Ignis, eles
tentaram saquear minha casa. Mataram meu pai e minha mãe que estavam sentados
jantando.
— Aonde você vai ficar a partir de
agora?
— Não faço idéia, em falar nisso, para
onde você vai?
— Estou indo para Glacies, em busca do
santuário perdido de Dirwen. Você poderia vir comigo já que não tem lugar para
ficar.
— Não sei se isso poderá te atrasar.
Se eu for vou precisar arrumar minhas coisas e talvez leve um tempo.
— Claro. Leve o tempo que precisar.
A jovem olhou para os olhos dele e deu
um leve sorriso, ele correspondeu. Por um momento ela parecia ter se esquecido
da morte dos pais, Erudhir ficou um pouco feliz na hora. Os guardas da cidade
mais próxima já haviam retirado os corpos há três horas, mas, quando ela voltou
para a casa ela se lembrou da morte dos pais e começou a chorar novamente. Isso
acontecia toda hora, afinal, ela era jovem e tinha apenas 16 anos e perder os
pais não é fácil para ninguém, ainda assassinado por um bando de Orcs
infelizes. Em geral, os Orcs eram as criaturas mais odiadas de toda província
de Quenya porque eram sujos, barulhentos, agressivos e totalmente desagradáveis.
Afinal quem gostaria de criaturas assim?
Eles resolveram partir logo de manhã,
já tinham arrumado todas as coisas de noite, Eruwen dormiu na casa do garoto,
ele morava sozinho. Seus pais haviam morrido há três anos, ele já esta
acostumado a não ter companhia de ninguém alem do arco e a aljava com flechas
que andavam sempre com ele quando ia caçar. Já eram sete horas da manhã quando
eles levantaram para partir em direção ao reino de Ignis que fazia fronteira
com Dryadalis, o plano era tentar passar em silencio e não chamar atenção dos
Orcs. Os dois estavam com mochilas carregadas de comida, roupas e cada um
tinham seu próprio cobertor, o jovem aventureiro carregava seu arco (como de
costume) e uma adaga, a garota não sabia lutar, porem Erudhir prometeu
ensiná-la a lutar. Ela tinha uma noção básica do assunto, seu pai era ferreiro,
mas ele não gostava que ela se envolvesse com essas coisas. Finalmente saíram
em sua jornada para Glacies, levando em consideração que lá fazia frio, eles
levaram cobertores e roupas quentes.
No começo do caminho acharam um
coelho, o garoto que já tinha pratica em caçar abateu-o facilmente com uma
flecha certeira matando o pequeno animal na hora. Subiram uma colina e acharam
uma garota lá, ela estava vestida de preto, de costas para eles e parecia estar
chorando. O jovem tocou no ombro da garota que acabaram de encontrar e
perguntou com voz baixa:
— Você esta bem? — Era uma elfa, tinha
por volta de treze anos de idade e estava com uma varinha na mão, tinha marcas
de arranhões e um rosto belo. Ela olhou por cima do ombro e respondeu com uma
voz séria:
—Por que quer saber? — Ela apontou a
varinha feita de um tipo de madeira escuro diretamente para o rosto do garoto.
Ele estava com um pouco de medo, ele pensava que ela era algum tipo de bruxa ou
druida daquela região.
— O que foi esse arranhão? — Disse ele
com uma voz lenta e tomando cuidado com as palavras porque a garota parecia
estar muito agressiva. A garota permaneceu calada por alguns segundos ainda
apontando a varinha na cabeça dele, Eruwen pegou a garota e apontou a adaga
para o pescoço dela.
— Abaixe a varinha e tudo ficará bem.
— A garota abaixou e soltou a sua arma lentamente. Era possível ver uma marca
no braço da garota que parecia o símbolo da magia negra. Talvez fosse uma
bruxa, ninguém tinha certeza, mas o que quer que fosse ela poderia ser
perigosa.

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