terça-feira, 23 de abril de 2013

1º Bônus de ''O Principe Perdido''






1º Bônus de ‘’O Príncipe Perdido’’:
 As Férias No Acampamento

PITER 
     Estávamos a quilômetros do nosso destino, eu, Aramis, Kevin, Ravena, Rey, Hayley e Clenk. Hayley convenceu a seu pai de que era seguro acampar conosco, só não comentou a parte que o acampamento seria em outra dimensão. Kevin e Ravena não se brigavam faz semanas, Aramis foi como segurança. Rey e Hayley também aviam feito as pazes, no momento tenho 14 anos. E eu, Aramis e Clenk, estávamos segurando vela. As colinas cobriam as paisagens, um lago enorme, as arvores chegavam a cerca de 5 metros de altura. Via-se pouca civilização ao redor, o lago era tão limpo que dava para ver as nuvens no céu. As coisas não podiam estar melhor, o outro lado do lago era para todos era o melhor lugar para acampar. Não demorou muito e chegamos ao outro lado do lago, um carro com feiticeiros, guerreiros, normais, e um doido (Clenk). Clenk estava com aquela cara de quem estava segurando o vômito há umas 5 horas. Clenk depois de se acostumar com teletransporte sofria com outros meios de transportes... O que era bem estranho:
  -Você está bem? – perguntei
  -Nãooooooooo! – disse Clenk, com cara de enjoado. – Odeio carros!
  -Não tinha outro meio de transporte que viria tão longe, nossa única opção foi o carro. – disse.
 
    Mais na verdade estava apertado, olhei em volta e a alguns quilômetros avia uma pequena loja:
  -Vou lá, quero ver se tem banheiro – disse.
      A caminho da loja eu senti uma dor de barriga. Perguntei ao dono se tinha banheiro e ele disse que era no fim da loja. O banheiro era branco com poucos vasos, como o primeiro sanitário estava ocupado, entrei no seguinte. Quando estava sentado ouvi o cara do lado perguntar:
    - E aí? Tudo bem? – disse o cara, embora não ai conversar com desconhecidos em banheiros públicos respondi.
    - Bem...Estou vivo... - Novamente o cara ao lado perguntou:
    - E então, o que anda fazendo? Embora começasse a achar o assunto estranho, respondi:
    - Bem, agora estou aqui no banheiro. Depois vou para um acampamento com meus amigos... – disse, então, ouvi o cara ao lado dizer em tom chateado:
   - Olha, tem um cara aqui ao lado cagando, que me responde cada vez que te faço uma pergunta... te ligo depois.. – disse o cara.
     Fiquei totalmente perplexo, muito mesmo envergonhado, mas sair fiz coisa pior tinha umas 8 velhinhas jogando algo parecido com bingo. Ai eu descobri como fazer 8 velhinhas ficarem muito irritadas com você é só gritar BINGO alto. Todas as velhinhas estavam me encarando. Sai correndo, e pensei em uma coisa muito engraçada que eu tinha presenciado em minha primeira escola. Era uma escola muito heterogênea, onde estudam alunos de várias classes sociais, durante uma aula de português, a professora pergunta:
  - Qual é o significado da palavra 'óbvio'? Rapidamente, Carine, rica, uma das mais aplicadas alunas da classe, que estava sempre muito bem vestida, cheirosa e bonita, respondeu:
  - Prezada professora, hoje acordei bem cedo, ao raiar da alva, depois de uma ótima noite de sono no conforto de meu quarto particular. Desci a enorme escadaria de nossa humilde residência e me dirigi à copa onde era servido o café. Depois de deliciar-me com as mais apetitosas iguarias, fui até a janela que dá vista para o jardim de entrada e admirei aquela bela paisagem por alguns minutos, enquanto pensava como é agradável e belo o viver. Virando-me um pouco, percebi que se encontrava guardado na garagem o automóvel BMW pertencente a meu pai. Pensei com meus botões: 'é ÓBVIO que meu pai foi ao trabalho de Mercedes'. Sem querer ficar para trás, Luis Cláudio Wilson, de uma família de classe média, acrescentou:
  - Professora, hoje eu não dormi muito bem, porque meu colchão é meio duro. Mas eu consegui acordar assim mesmo, porque pus o despertador do lado da cama para tocar cedo. Levantei meio zonzo, comi um pão meio muxibento e tomei café. Quando saí para a escola, vi que o fusca do papai estava na garagem. Imaginei: 'é ÓBVIO que o papai fo i trabalhar de busu'. Embalado na conversa, André, de classe baixa, também quis responder:
  - Fessora, oje eu quase num durmí, purquê teve tiroteio até tarde na favela. Só acordei di manhã purquê tava morreno di fome, mas num tinha nada pra cumê mesmo... quando oiei pela janela du barracão, vi a minha vó cum jornal dibaxo du braço e pensei: 'é ÓBVIO qui ela vai cagá. Num sabe lê!
    Ri bastante nesse dia, ai lembrei-me de outra cena que tinha visto quando meu pai estava doente eu fui visitá-lo no hospital e acabei ouvindo um casal enquanto passava no corredor e a mulher disse:
   - Querido, nós fomos felizes por 25 anos. Por isso, se acontecer o pior, desejo a sua completa felicidade. Encontre uma mulher que seja uma boa amante e companheira, melhor ainda do que eu tenho sido. Dê tudo o que é meu para ela, até mesmo as roupas... – disse a mulher triste.
  - Isso será impossível, querida. Você usa 46 e ela 38... – Respondeu seu marido se pensar no que disse.
    Olhei e vi que o pessoal foi muito rápido em montar o acampamento, Kevin e  Ravena estavam a beira do lago, Rey e Hayley estavam montando a fogueira, Aramis estava vasculhando a área, Clenk estava sentado olhando os outros sem fazer nada. Ele olhou para mim, e veio correndo em minha direção:
   -Desculpa pela minha ignorância, me lembro até hoje a minha primeira vez que fui andar de Griffo, eu disse para minha inspetora: ‘’Nossa, as pessoas daqui de cima parecem formigas! E ela me respondeu: ‘’Mas são formigas ainda nem levantamos vôo! – disse Clenk, parecendo lembrar-se de alguma como ter levantado vôo e ter caído.
Clenk
  Lembrei-me de minha primeira vez em que montei em um griffo, só montei mesmo por que fui encorajado, e meio que forçado... Estava sentado no banco arrumando os equipamentos, quando uma garota sentou do meu lado:
       -Oi! Tudo bem? É sua primeira vez? – disse ela.
       -Não só to com medo! – disse.
       -Me chamo Ravena, é minha primeira vez fazendo o teste. – disse Ravena.
       -Me chamo Clenk, é minha sext... Sétim... Non... Décima Segunda vez. – disse.
       -Nossa você é o que um instrutor? – disse Ravena.
       -Não só um aluno mesmo... Pra falar a verdade não quero fazer este teste. – disse.
  
   Então pensei em um ótimo plano, olhei Ravena terminando de arrumar os seus equipamentos.Me despedi de Ravena, e olhei Scot um garoto moreno, com cabelo preto encaracolado, ele olhou em minha direção então o chamei:
      -Oi! Que você que? – disse Scot.
      -É... Só... Você... Esqueci-me quando lembrar-me te digo – disse.
      -Tá! Mais é melhor lembrar logo, pois a minha é a próxima vez. – disse Scot.
      -Vou me lembrar, aliás, do que eu consigo esquecer? – disse, sorrindo.
       
       Olhei minha instrutora, e tinha sido na hora certa de eu ter chamado o Scot, pois estava nos observando. Fui a sua direção e fiz uma cara triste:
      -Instrutora, aconteceu algo terrível, minha vó morreu! – disse.
      -Quem te disso essa mentira! – disse ela.
      -Foi o Scot, não viu ele me contou agora! – disse.
      -Então vou falar com ele. – disse ela.
    
        Tive sorte, pois Scot tinha acabado de saltar com seu griffo, olhei para minha inspetora que nesse momento estava com a cara da cor de um pepino, mas ai se lembrou de algo. Deu um sorriso, me olhou e disse:
       -Pode ir, aposto que deve estar muito preocupado, não é? – disse ela.
  
   Ravena estava atrás de mim acompanhada da ultima pessoa que eu queria ver... Minha vó:
       -Ravena? Por que? – disse.
       -Então parece que já conheceu minha filha, Ravena! – disse.
       -Você estava me vigiando? – disse.
       -Não só cuidando para que você não escapasse. – disse Ravena sorrindo.
       -Desta vez eu estou aqui nem adianta fugir! - disse minha avó.
       -Bem que eu queria... – resmunguei.
       -Chega de conversa é sua vez! – disse a inspetora.
    Aquela foi a pior de todas a tardes de minha vida, depois de  cair 5 vezes do griffo, finalmente consegui subir. Cai de cara no chão depois de 1 minuto no griffo, tive sorte que naquele ano tirei as melhores notas na teoria, só pó esse motivo que consegui escapar da academia, ou como eu chamava aquilo ‘’inferno feito para o Clenk’’.  Até eu voltar pro presente, Piter estava me encarando e disse:
      -Cara você por acaso visitou a lua? – disse Piter.
      -Não! Por quê? – disse.
      -Porque pelo tempo que você ficou parado dava pra dar uma volta na galáxia inteira! – disse Piter, rindo.
    Fomos juntos ao acampamento, Rey estava sentado arrumando suas coisas, Hayley estava na fogueira, Aramis estava conversando com Kevin, Piter coçou a cabeça, como se tivesse se lembrado de algum assunto a se tratar comigo, mais aquilo para mim queria dizer ‘’É a hora! Vamos ficar 1 hora te interrogando!’’ mais na verdade ele me olhou e disse:
       -Por que todo mundo parece da minha dimensão? – disse Piter.
       -Ah é! Essa área é reservada somente para pessoas da outra dimensão, por isso mesmo que combinamos de não usamos armas ou magias aqui. – disse.
       -Então era aqui que meu pai morava? – disse Piter.
      -Não seu pai preferiu ficar no reino com sua mãe. – disse.
   Paramos de falar e olhamos para o lago ele estava brilhando como se fosse feito de pequenos cristais. Olhei Ravena e fui em sua direção :
      -O que foi? – disse Revena.
      -Nada só vim conversar sabe. – disse.
      -Não, não sei – disse Ravena.
      -Eu tenho uma coisa para te falar! – disse.
      -O que? – disse Ravena, me encarando(Odeio quando ela faz essa cara).
      -Eu é... Eu... EU TE AMO – disse, não me contendo.
      -O que? Como? Eu já tenho... Quer dizer... Eu e o Kevin... Não! – disse ela parecendo. – Clenk todo mundo sabe que você é...
      -O que? Em? O que eu so? –disse.
      - Bipolar! – disse Ravena – você muda de opinião rápida, pode ser influenciado por qualquer um não sabe direito o que fala! – disse Ravena.
      -Então é isso que você acha que eu sou um cara que não tem opinião própria. –disse triste.
      -Me desculpa eu não queria... – disse Ravena.
    Não olhei para ela, simplesmente levantei-me  e sai andando. Ouvi-a  gritar alguma coisa mais suas palavras se perdiam no ar. Fui em direção a Aramis segurando minhas lagrimas:
       -O que aconteceu? – disse Aramis.
       -Eu disse... A Ravena... Eu fiz a pior coisa que já poderia ter feito.
ARAMIS
   Não sabia o que Clenk estava dizendo, mas logo eu cerrou os punhos e saiu correndo. Ravena estava sentada em um tronco com uma cara péssima, como se tivesse acabado de ver Kevin com outra garota, fui em direção a ela mas ela me olhou e saiu correndo. Piter chegou do meu lado, olhei para ele. Ele fez um sinal dizendo algo como – O que aconteceu? – balancei minha cabeça fazendo um sinal de não:
        -Vou procurar pelo Clenk. – disse Piter.
        -Vou atrás da Ravena. – disse.
    Piter foi em direção a oeste onde Clenk avia corrido. Eu fui em direção ao lago onde Ravena estava sentada. Sentei-me ao seu lado:
        -O que aconteceu? – disse.
        -Eu... Eu não sei! – disse Ravena chorando.
        -Como assim!? – disse.
        -Clenk foi o primeiro de todos aqui que já conheci, mas nunca pensei nele mais que um amigo. – disse Ravena.
        -Mais e o Kevin! – disse.
        -EU NÃO SEI! – disse.
       
    Ela ficou olhando a água, me levantei e fui em direção a Rey que estava contando piada para o Kevin e a Heyley. Ele olhou para mim, e parece ter entendido o recado de eu querer falar com ele:
       -Oi? –disse.
       -O Clenk acabo de fala que gosta da Ravena. – disse
       -O que? Mais? E o Kevin? – disse Rey.
       -Nós sabemos mais Ravena não sabe o que fazer, no momento quero que você fique com ele. Evite que ele comece a conversar com a Ravena. – disse.
       -Está me pedindo para separar os dois? – disse Rey.
       -Sim! –disse
   
    Felizmente Rey era compreensível ele sabia que não seria nada legal estragar as nossas férias. Fui em direção ao oeste a procura de Piter. Depois de andar alguns quilômetros vi Clenk e Piter sentados em uma pedra. Clenk estava triste, Piter estava falando muito baixo. Clenk deu uma cotovelada na barriga do Piter que falou algo como  – AIIIIIIIIII! – Clenk abriu um sorriso que eu nunca tinha visto antes. Estava sorrindo tanto que parecia tentar partir suas cara em da boca para baixo, e do nariz para cima. Disse algo como – Já sei o que fazer! – e saiu correndo. Piter e eu corremos atrás dele, mais já era tarde ele estava de frente a Ravena. Estava conversando mais pararam quando Kevin se intrometeu no meio da conversar, o que foi no pior momento pois Clenk tinha acabado de falar – Eu disse que te amo! – e pelo que parecia Kevin avia escutado essa frase:
       -Como assim, ‘’Eu disse que te amo’’?Em, Clenk? – disse Kevin com cara de poucos amigos (O que não era verdade pois estava rodeado de vários).
       - Eu disse a Ravena que amava ela, eu acho, quase isso. Enfim ela me deu um fora. Vindo para cá estava disposto a me declarar mais pensei ela é linda, mais mesmo assim não é tão linda quanto a Hanna, aquela elfa loira, cara ela é muito DIVA! – disse Clenk sorrindo. Sabia que na verdade ele só queria deixar as coisas do jeito que estavam, pois ele era um ótimo amigo e não podia fazer uma coisa assim com o Kevin.
      -Seu desgraçado! Depois fica triste quando eu te falo que é ‘’BIPOLAR’’. – disse Ravena muito brava.
      -EU NÃO SOU BIPOLAR!!! – disse Clenk berrando.
  Kevin o encarou por alguns segundos, mais ele sorriu e disse:
      -Só você mesmo pra conseguir irritar a Ravena desse jeito, por isso você é o meu melhor amigo! – disse Kevin.
   
    Ravena já brava quis dar um troco no Clenk, ela arrumou seu cabelo pegou na mão de Kevin e o beijou, após ficarem 5 minutos se beijando ela parou e disse:
      -Bom pelo menos agora está tudo normal! – disse.
 
    Piter puxou eu e Clenk para o lado:
       -Acho que foi muito legal o que você fez pelo Kevin. – disse Piter.
       -Pelo Kevin? Você já viu a Hanna? Senhor cristo perto dela eu tenho que a cada segundo pedir perdão pelos meu pecados! – disse Clenk.
    Fomos todos para a fogueira, já era noite e só se ouvia Rey contando suas piadas. O pessoal ria, brincava, e beijava (Ravena e Kevin/ Rey e Hayley). Piter ficou do meu lado e do outro Clenk. Estávamos cansados então acabamos dormindo em volta da fogueira. Os únicos acordados eram Piter e eu, nós colocamos cobertores em cada um. Depois fomos para cima da montanha onde podia se ver completamente o céu. Piter parecia mais velho, não ligava para sua aparência desde a primeira vez em que nos vimos, quando eu o resgatei de um monstro metade cobra metade mulher.
Deitamos e ficamos olhando as estrelas, os dias se passaram rápidos tínhamos pouco tempo. Só tinham nos dado 1 semana de férias, mais eu acredito que aproveitamos muito bem cada minuto desse tempo!
Fim.


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