segunda-feira, 20 de maio de 2013

Entre a Guerra e a Paz


Livro da Bia






Capítulo 1

   Minha história é meio complicada, aos 2 anos de idade eu fui parar no "Orfanato da Sra. Davis", passei cinco anos naquela imensa casa roxa e preta que mais parecia cenário de filme de terror. Um dia um homem entrou naquele lugar - ele aparentava ter uns 26 ou 30 anos - e apareceu na porta do meu quarto, não só meu, também de uma amiga minha, Marina, ela tinha acabado de completar 7 anos. Estávamos deitadas na cama esperando algo fluir em nossos cérebros e nos dar alguma ideia do que fazer, porque eu já estava cansada de apenas fitar o teto e brincar de "o que é, o que é?". O homem olhou nossas feições e sorriu levemente ao parar com os olhos em mim pensei ter sido um engano, pois sempre que alguém vem adotar uma garota, nunca repara em mim, também, quem gostaria de adotar a garota morena que usa blusas pretas grandes demais para o corpo dela e que não gosta muito de falar com os outros? Mas, esse homem não, ele cochichou algo no ouvido da Sra. Davis, ela olhou para mim e deu de ombros, os adultos saíram e Marina me encarou, deu um sorrisinho e disse:
-Parece que alguém vai ser adotada! 
-Deixa de besteiras Marina, ele olhou para mim, mas com certeza absoluta vai querer você! - eu disse me levantando e indo até o banheiro.
Marina era branca - como eu -, loira e tinha olhos azuis. Até hoje não sei como os pais dela tiveram a coragem de deixá-la aqui, quer dizer, ela chegou aqui com 4 anos, educada e fofa, com os dentinhos de baixo desenvolvidos... Mataria qualquer adulto ou criança de fofura, mas por razões desconhecidas ninguém nunca quis adotá-la e sempre que surgia uma oportunidade acontecia algo. 
-Deixa de ser pessimista Megan! - ela disse se levantando e colocando outra blusa - você também é bonita! 
Assim que voltei do banheiro, Sra. Davis apareceu na porta do quarto, ela se virou para mim e disse:
-Senhorita Megan - ela sorriu - recolha suas malas, parece que encontramos uma família para você! 
Eu apenas sorri, quer dizer, em momento nenhum, eu imaginaria isso! 
Fui até o armário velho de madeira que ficava ao lado da minha cama, peguei minhas roupas, guardei-as em uma mala - não muito espaçosa mais o suficiente para caber todas - peguei a mala e a coloquei em cima da cama. Olhei para Marina que sorria feliz para mim.
- Tchau Megan! - ela sorriu e me abraçou.
- Tchau Marina! - sorri e retribui o abraço.
   Assim acabamos de nos despedir sai do quarto e fui reto pelo corredor até chegar ao escritório da Sra. Davis. Dei três batidas na porta e entrei. O Homem esperava sentado em uma cadeira de couro ele estava de costas mas se virou e assim que me viu abriu um sorriso, um sorriso acolhedor. Sorri de volta e Sra. Davis começou a falar.
-Bom, Megan esse é seu novo pai, Anthony. Anthony, essa é Megan, ela está conosco há 5 anos, espero que cuide bem dela - Ela disse esboçando um sorriso.
-Oi mocinha - ele sorriu - e então, vamos? 
-S-sim ! - eu disse sorrindo
Segurei na mão dele e fomos para fora. Na rua havia um carro prata e espaçoso, bem bonito. Do lado de fora do carro tinha uma moça, que eu supus que era a minha nova "mãe", me aproximei mais dela.
-Oi garotinha - ela sorriu.
-Oi - eu disse -, me chamo Megan.
-Sou Kate - ela sorriu novamente com doçura.
Kate era morena - como eu - e tinha cabelos compridos e meio encaracolados e seus olhos eram verdes, ela era de fato bem bonita.
Eu entrei no carro e coloquei o cinto, Anthony e Kate entraram logo depois, os dois sorriram para mim e Anthony ligou o carro.


Capitulo 2

   Até agora tudo vai bem, eu me comunicava com meus pais, nossa relação é boa e confiável, mas tudo se perdeu quando eu completei 12 anos. Nessa conturbada idade eu fiz a minha escolha não só como de gosto musical, ou  a maneira de se vestir diferentes dos outros... Decidi me afastar das pessoas, e fora nesse dia que meu irmão, Daniel , foi adotado, sim, adotado. Minha "mãe" não pode ter filhos, portanto, ela adota, e como o sonho de consumo de meu pai era ter um casal de filhos, eles deram a sorte e conseguiram meu irmão, de 7 anos de idade. Assim que ele se mudou, eu dei certa atenção a ele, mas percebi que havia perdido meu espaço na família na festa de aniversário do meu tio, James. Tio James sempre me tratou bem, ele faz o tipo "tio-pai" e me tratava como se eu fosse sua filha, eu me sinto sortuda por ter dois pais. No aniversário de tio James, Daniel foi o centro de atenções ao fazer uma gracinha com a filha mais velha do melhor amigo de tio James, Caroline ,que é apenas 3 meses mais nova que eu (Carol, como gosta de ser chamada), estava conversando comigo, quando fui ao banheiro. Quando voltei ela estava suja de molho de tomate e Daniel, estava segurando um frasco de molho e ria feito um palhacinho, enquanto o pessoal todo apenas ria de Carol enquanto suspirava e fala "Que fofura" para a cena que Daniel havia acabado de dar. Eu peguei Carol pelo braço e a levei para o banheiro, passei uma água em seu vestido, mas não adiantou muito, então, lembrei-me de que Kate, havia trazido consigo um vestido extra para o caso de eu me sujar, pedi a chave ao meu pai, que, sem pestanejar me entregou, fui até o carro, e com a ajuda de Carol, peguei o vestido, ela entrou toda feliz ao meu lado e correu para o banheiro se trocar e a partir daí eu fiz uma nova amizade.
Porém as minhas escolhas haviam acabado de começar, escolher não bajular meu irmão e ir ajudar Carol, segundo meus familiares, foi um ato horrível, e como eles diziam eu estava "negando" meu irmão e minhas origens. Eu não dava muita atenção, afinal, eram apenas tias e tias-avós que não tinham oque fazer. Aos 14 a decisão fora definitiva, e dessa vez, serviu para afastar-me também de meus pais. Eu falava apenas com Carol e tio James ,mas , tio James era Policial do FBI e nem sempre estava em casa, portanto, eu tinha que recorrer a Carol a única amiga que eu tinha.
Quando eu finalmente fiz 15 meu mundo desabou. Tio James teve que se mudar para o Canadá e a única pessoa que havia me sobrado era Carol. Eu e ela somos realmente muito amigas. Os pais dela são realmente legais, e me acham boa companhia para ela mas meus pais, não gostam que eu ande com ela, e eu realmente não entendo o porque. 



Capitulo 3 - 

Dentre tudo isso eu acho que a minha vida mudou, ontem, no meu aniversário de 15 anos, após aquela coisa toda de festas, gente rindo, comidas etc . Eu decidi descansar meus pais falaram que eu merecia , sorriram sinceramente pela primeira vez pra mim em 3 anos e disseram para eu ir indo para casa, pois eu parecia uma morta-viva . 
(...)Sai da festa, fui para casa, o salão era a poucos metros do prédio em que eu vivia, entrei no prédio e dei " Oi " para Charles, o porteiro que me retribuiu com outro aceno amigável, chamei o elevador entrei e apertei o número 12, me aconcheguei com o casaco que usava e esperei o elevador chegar, um barulho irritantemente fino foi ouvido e o elevador chegou ao décimo segundo andar, sai do mesmo e fui até a porta tirei a chave do bolso do casaco e abri a porta, entrei e tranquei , assim que entrei alguns pensamentos avulsos vieram na minha cabeça, de repente a pergunta ecoava no meu subconsciente " Por que eu fui parar naquele Orfanato ? " , decidi ignorar a pergunta, fui para o quarto, me troquei , deitei na cama e me deixei mais uma vez, me levar pelo mesmo sonhos que vinham me atormentando a dias ... 
" Uma família feliz aparecia de primeiro plano, sentada na praia , meio desfocada, tudo oque se via era que estavam presentes ali : Uma garotinha, um Homem adulto com seus 20 anos de idade e uma moça, de cabelos compridos que também tinha seus 20 anos, após um tempo a família começava a conversar e a garotinha se levantava, corria em volta do casal e voltava a se sentar ... " 
A cada dia eu ia observando um novo detalhe desta vez, não fora diferente
" A garota se levantou mais uma vez, só que desta, propositalmente talvez, ela se levantou e se aproximou mais, desta vez eu pude ver os detalhes de seu rosto, ela tinha cabelos morenos e meio enrolados nas pontas, seus olhos, castanhos escuros e ela tinha os dois dentinhos de cima formados, ela era realmente fofa e me lembrava alguém, logo, a garota voltou a se sentar e como sempre, o sonho acabou como se fosse perdendo foco, escurecendo cada vez mais, cada vez mais, até ficar completamente escuro e novamente, para fechar com chave de ouro, a mesma garotinha aparecia, 5 segundos depois, gritando e chorando, não uma coisa fofa, algo mais brutal, e então, - como sempre - , uma imagem minha aparece, eu estou sentada, não consigo ver minha aparência, não sei se sou jovem, velha, sei apenas que estou sentada e chorando, enquanto a mesma moça de cabelos cumpridos é jogada penhasco abaixo " 
Eu acordei, assustada, pois os detalhes desta vez, havian sido mais delineados, eu havia conseguido ver o rosto da garotinha, e ela me era familiar, os cachos, a cor do cabelo, me sentei na cama e observei o relógio " 4:45 " , como sempre .
Mas, ao invés de , desta vez eu tentar voltar a dormir , desta vez, resolvi fazer diferente aquela garotinha dominava meus pensamentos, tornando assim, impossível o ato de relaxar para dormir, levantei-me da cama e fui até o álbum de fotografias, fotos do meu irmão, pai e mãe ocupavam a maioria das páginas, continuei olhando, página por página, até achar uma foto minha quando bebe , eu era branquinha, tinha cabelos morenos e meio enrolados nas pontas, meus olhos eram castanho-escuro e eu tinha os dois dentinhos de cima formados, espera, essa descrição, bate perfeitamente com a da garotinha do meu sonho ! 
Então, a garotinha, sou eu ? 
Oque diachos eu estaria fazendo no meu proprio sonho ? E se aquela era eu , então os de trás eram meus pais, e se nós éramos tão felizes assim, por que me colocaram na adoção ?
As perguntas ecoavam em minha cabeça, mas eu não tinha cérebro e nem vontade de tentar resolve-las, apenas coloquei o álbum na mesa do computador e voltei a cama, nada fazia sentido, mas eu não poderia parar o mundo só por causa disso ! 
   Eu tinha escola amanhã logo pela manhã, poderia responder a todas essas perguntas depois, me deitei e tentei dormir, fiquei meia hora memorizando o sonho, até apagar de vez 
(...)
Acordei sozinha, eu não precisava de despertadores, tinha o sono fraco e a luz da janela do meu quarto me incomodava, ou seja eu sempre acordava as 4:00 ou 5:00 horas da manhã , exceto aos sábados , quando eu fazia questão de por uma cortina, nos outros dias, até me ajudava a não me atrasar ! 
Me levantei, peguei uma toalha e fui em direção ao banheiro, como eu sou a única que acorda a essa hora, era impossível estar ocupado, entrei no banheiro e me despi, pendurei minhas roupas no cabida atrás da porta e entrei no Box. A água morna caia sobre a minha cabeça e confesso que me relaxava e ajudava a pensar ! Lavei o cabelo , terminei o banho, me enrolei na toalha e sai do banheiro, fui até meu quarto e procurei pela minha velha blusa preta do Rolling Stones, assim que a achei vesti-a , e fui procurar uma calça, por sorte, minha calça preta estava no armário, coloquei-a e fui calçar meu coturno, peguei minha mochila e sai do quarto, trancando-o, sim, eu tranco, por causa do Daniel eu fiz um berreiro aos 12 anos, quando ele invadiu meu quarto e ficou brincando com as minhas roupas ! 
    Desci as escadas e fui até a sala, despedi-me de meu pai e da minha mãe, que estavam sentados tomando café e fui até a casa de Carol, nos sempre iamos para a escola juntas, hoje não seria exceção .... 
Capitulo 4 - 

Assim que cheguei a casa de Carol, dei três batidas na porta e uma garota ruiva de olhos claros apareceu na porta , ela usava uma blusa preta com a bandeira de Londres , uma calça jeans preta e um coturno , suas costas arcadas não negavam que a mochila estava pesada demais , para ela . 
- Não quer que eu carregue ? - perguntei rindo - você parece tão fragilizada - eu disse tirando sarro 
      Óbvio que eu não tiraria sarro da minha melhor amiga, mas do jeito que ela se encontrava, era impossível não faze-lo 
- Fica quieta Megan ! - ela disse saindo de casa e trancando - vamos  ? 
- Sim -  eu disse 
Durante meio caminho ficamos quietas, até que ela tocou no assunto que eu menos queria falar
- E os sonhos Megan ? - ela disse meio sem graça
Carol sabia de tudo sobre mim, eu fiz questão de contar para ela cada sonho estranho que eu tive
- Carol, tenho que te falar - eu disse - a garota, sentada na praia com os pais ... Sou eu ! 
- Não !? - ela disse chocada - Então, mas, isso é impossível !! Se vocês eram tão felizes, por que seus pais te deixaram na adoção ? - ela perguntou 
-Não sei, como iremos descobrir ? 
- E se a gente fosse no Orfanato ? - ela perguntou - podemos dar umas mexidas nas papeladas, pra fazer uma adoção é necessária muita burocracia, você não pode simplesmente chegar no Orfanato e deixar a criança lá !
- Parece uma boa ideia, mas como entraremos ? 
- Simples Megan, ér, eu vou pensar no plano e no intervalo eu te conto, fechado ? 
-Ok - eu disse dando de ombros
Chegamos a escola, nada demais, assim que entrei na sala uns 3 minutos depois o professor entrou , professor Carl , que dava aula de ciências , ele entrou na sala, esperou todos os alunos se acalmarem e avisou que amanhã teríamos prova sobre o capitulo 4 . 
Após várias e várias anotações sobre oque faríamos, quando e como, o professor saiu da sala, então, só tive que aguentar a aula de redação e pude sair da sala, quando finalmente o sinal tocou 
Sai e dei de cara com Carol apoiada ao meu armário segurando o celular cheguei perto e falei
- Fazendo oque ? 
- Procurando um negócio, decidi pesquisar um pouco sobre essa praia que você me descreveu, e descobri que ela fica na Califórnia 
- CALIFÓRNIA?- gritei - mas são 5 horas ! Oque eu estaria fazendo na Califórnia ? 
- Depois a imbecil sou eu, vamos descobrir isso hoje não é ? - perguntou ela
- Sim - afirmei - já que você não bolou um plano, eu bolei, vou dar uma de agente secreta e vou entrar no escritório da Sra. Davis sem ela ver ! 
- Ok - ela disse dando de ombros - podemos ir assim que sairmos da escola, eu digo a minha mãe que fomos almoçar fora, ela deixa
- Nem preciso avisar a minha, se eu chegar tarde em casa, ela sabe que provavelmente eu estou com você - dei de ombros
- Sabe- Carol disse- você deveria tentar se aproximar da sua mãe, a relação de vocês não é muito boa, e isso não é bom ! - ela disse
- Você sabe que eu venho tentando isso há séculos, mas, como não dá certo, resolvi dar um tempo ! 
- Você quem sabe ! - ela disse
  O Sinal tocou e eu fui para a sala, minhas próximas aulas seriam de matemática, história e Geografia 
entrei na sala, e me sentei, aproveitei os ultimos minutos para ouvir música no celular .... 
As aulas passaram devagar , quando o sinal bateu eu me segurei para não gritar em alto e bom som " Aleluia ", arrumei minhas coisas e sai da sala, então, fui para a porta de entrada esperar Carol, uns 20 minutos depois ela apareceu sorrindo para mim, fomos andando até que Carol disse
- Vamos para um ponto de taxi - ela remexeu a bolsa e achou R$30,00 - vamos de taxi para o Orfanato, pelo oque eu vi durante o recreio, o Orfanato é bem longe daqui 
- Ok - eu disse - então vamos logo !!! 

  Fomos andando até o ponto de taxi, e pegamos o primeiro que vimos, Carol, ligou para a mãe e explicou que iríamos almoçar fora, pediu ainda para que ela avisasse a minha mãe, após desligar, começamos a conversar, e percebendo que o trânsito estava realmente congestionado, decidi tirar uma soneca e pedi para que Carol me acordasse quando chegássemos . 
   - Megan, acorda Megan - Carol dizia - chegamos
Eu acordei e sai do taxi, Carol pagou, sobrando R$ 24,00 em sua mão , ela guardou o dinheiro, e assim que se virou para frente viu a grande casa roxa, não pude evitar de deixar uma lágrima correr do meu rosto, afinal, morei nesta grande casa até os 7 nos de idade, e voltar estava send uma experiencia e tanto. 
 Entramos no orfanato, eu havia pedido para Carol fazer oque ela sabia fazer de melhor, Enrolar e distrair as pessoas, chegamos a recepção, Sra. Davis dormia em cima da mesa e foi acordada por Carol que ela tentava prender a atenção da Sra Davis , eu segui reto até chegar no fim do corredor e dar de cara com uma imensa porta marrom, adentrei e percebi que aquele era o escritório, revirei quase todas as gavetas que haviam por ali, exceto uma, abri-a e vi por ali uma carta, no enunciado dizia " Espero que cuide da minha filha " . 
Eu passei os olhos pela carta, nada demais, apenas um pai dedindo desculpa por abandonar a filha, eu estava quase de ler a carta e pensando em coloca-la no lugar, quando, li a última frase " Espero que cuide bem de Megan !! Se precisar de mim, estarei no Colorado !  " 
Então, aquela carta foi entregue pelo meu pai, diretamente do Colorado, analisei o carimbo no canto da folha e percebi que, era militar, ou seja, meu pai de duas uma : Ou ele era policial , ou ele era militar 
Peguei outro envelope que tinha o mesmo endereço e coloquei-o no bolso, fechei a gaveta e consegui sair sem ser vista, assim que voltei para a Recepção, Sra Davis dormia o sétimo sonos e Carol estava sentada na poltrona lendo algumas revistas
- Até que foi fácil faze-la dormir, tudo oque eu tive que fazer foi não deixa-la falar e conversar sobre assuntos chatos, e tcharã ! - ela disse rindo
Saímos do Orfanato e eu estava feliz, pois havia conseguido minha primeira pista !!! 


Capitulo 5 - 

Assim que saímos do Orfanato fomos a uma lanchonete próxima, comemos algo e eu abri a carta que faltava. A primeira carta mostrava a localização do meu pai, como eu já tinha visto e a segunda mostrava um sobrenome, " Scott " e um nome " John " , John Scott , o último nome me parecia familiar, mas, tudo bem
- Oque faremos agora ? - Carol perguntou 
- Agora ? Jogaremos o nome na internet e vamos ver noque é que dá ! - eu disse dando de ombros
- Megan ! Eu acho mais fácil, a gente descobrir oque seu pai faz ! Existem tantos homens chamados " John Scott " ! vamos fazer o seguinte, o seu tio, James, ele não é policial ? Na certa ele tem acesso a algo não sei, podemos arranjar um jeito de descobrir a lista de policiais e militares ! 
- Boa Carol ! Gostei desse seu lado inteligente - sorri - mas, vamos fazer isso amanhã,  hoje eu tenho que estudar se eu quiser tirar uma boa nota na prova de ciências ! 
- Ok, você quem sabe - ela deu de ombros 
- Bom, eu vou pagar, você fica ai ? - perguntei
- Fico sim, tó, R$ 5,00 deve dar - ela sorriu
Eu me levantei e fui até o caixa, uma garota loira de olhos azuis sorriu para mim 
- Posso ajudar ? - ela disse sorridente
Aquela voz, me deu uma sensação de nostalgia, eu conhecia aquela voz , não vá me dizer que ...
- MARINA ?! - gritei 
- MEGAN ? - a Loira falou - Como você tá garota ? Quanto tempo !
- Eu vou bem e você ? - perguntei
- Bem também ! E seus pais ? Deu tudo certo ? - ela perguntou sorridente
- Eu estou bem, deu sim - sorri - e você ? Foi adotada ? - perguntei 
- Não - ela suspirou coçando a nuca - ainda moro com a Sra. Davis 
- Sério ? Como ?! - eu disse 
- Longa história - ela sorriu forçadamente 
- Faz o seguinte , hoje eu ia estudar para a prova de ciências, mas, é pouca coisa dá para fazer depois, me passa seu número e o horário que você sai daqui que a gente marca de se encontrar ! - sorri 
- Ok - ela sorriu - Anota ai .... 
Após anotar o número da Marina, o horário que ela saia da lanchonete e pagar, eu voltei para a mesa
- Vamos ? - eu disse 
- Sim, quem era ? - perguntou Carol
- Uma amiga do Orfanato
- A tal Marina ? - Carol perguntou 
- Sim, ela ainda mora no Orfanato - eu disse
- Ela ainda mora no orfanato ? - Carol disse se levantando
- Sim ! - eu disse me levantando
Saímos da lanchonete e fomos até o ponto de taxi, e lá Carol disse
- Besta, ela ainda mora no Orfanato, pergunta pra ela se ela sabe de algo !!! 
- Verdade ! - falei - mas eu não vou me aproveitar da minha antiga melhor amiga ! Se ela quiser me falar que me fale !! 
- Você é meio sonsa né ? - Carol revirou os olhos - você não vai se aproveitar dela ! Você só vai pedir ajuda, se preferir, até explique a ela o por que ! 
- Verdade ! - falei - vou fazer isso 
- Ok, vamos - ela disse assim que avistou um Taxi
Entramos e Carol disse o endereço, e em 20 minutos estávamos na nossa rua , ela foi para a casa dela e eu para a minha . 
Entrei em casa e dei graças a deus, por já serem 13:30 , a essa hora, meu irmão já estava indo para a escola, ai você pergunta, mas seu irmão tem 10 anos, por que ele vai a tarde, por causa de complicações pessoais dos meus pais, eles fazem questão de levar ele durante o horário de almosso e reviraram a cidade atrás de uma escola que faça o 5º, o 6º e o 7º ano a tarde ! Entrei em casa e Daniel estava sentado no sofá de uniforme e com a mochila ao lado, enquanto meus pais , tentavam , feito loucos achar as chaves dos carros, não me preocupei muito, sabia que Daniel havia escondido, não iria dedura-lo pois sobraria para mim depois, portanto, subi, entrei no meu quarto e o tranquei, tirei o sapato, coloquei uma blusa larga de manga preta, tirei a calça e coloquei um Shorts, me joguei na cama e liguei a TV, era 13:00 horas , eu tinha que estar na Lanchonete as 17:30, dava para eu cochilar . 
As 17:00 horas em ponto o despertador me acordou, levantei e desliguei-o , fui até o banheiro, lavei o rosto e fui a caça da minha blusa do Pink Floyd , coloquei-a e só troquei o Shorts Jeans claro, por um preto, coloquei um All Star preto e peguei meu celular, coloquei ele no bolso e fui para o corredor, trancando a porta ao sair do quarto, 
desci as escadas e vi um bilhete sob a mesa 
" Megan, Daniel vai para a casa de um amiguinho hoje, mas seria muito bom se você pudesse busca-lo as 23:00 em ponto ! Ele está na casa 52, ou seja, duas casas depois da nossa Beijos, seus pais " 
Tá legal, em outras circunstancias eu negaria até a morte esse compromisso, mas, além de querer evitar encrenca para o meu lado, queria tentar me resolver com meus pais ! Peguei meu celular, tirei uma foto do bilhete, ativei o alarme e coloquei a foto junto do alarme para me lembrar melhor , peguei as chaves e fui até a porta, sai e tranquei a porta, 17:20, se eu conseguir um taxi e não tiver congestionamento, chego lá em 20 minutos ! No máximo ! Então, para não fazer Marina ficar esperando feito idiota, mandei-lhe uma mensagem : " Marina, vou me atrasar, peguei um congestionamento ENORME, 17:40 eu to ai, Beijos Megan " Olhei a hora 17:21, é bom esse taxi chegar logo !! 
Uns 5 minutos depois, o taxi apareceu, eu lhe dei o endereço e uns 20 minutos depois, como eu previa, eu estava chegando a lanchonete, Marina me esperava na frente da porta de vidro com um " Fechado " pendurado , sai do taxi e sorri para ela, que retribuiu o sorriso 
- Oi - eu disse chegando perto 
- Oi - ela disse - e então, vamos ao shopping ? 
- Vamos sim - sorri - e ai, como foi, por que você ficou ? 
- Longa História - ela falou dando um sorriso pequeno - Longa História 
... 

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